Bandeiras dos Palop

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CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

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A importância económica de um Bom Tratado Ortográfico Lusófono

         
Este é o mapa do Estado de Santa Catarina e o mapa de Portugal.
Santa Catarina tem cerca de 95.000 km2 e Portugal, cerca de 92.000.

. O Brasil é noventa e duas vezes e meia maior que Portugal.
. Angola é 14 vezes maior que Portugal.
. Moçambique é nove vezes maior que Portugal.

Com toda a legitimidade, em África, chamavam Portugal de Puto. (coisa pequena)

Todavia com toda esta aritmética, concluímos que o Brasil é cerca de 7 vezes maior que Angola, que por sua vez, é maior que Portugal 14 vezes. O Brasil é quase um estado-continente, que nuito nos orgulha a todos. Que permaneça para sempre, uno e indivizível!

Vem isto a propósito do Acordo Ortográfico celebrado entre o Brasil e Portugal, tendo ficado de fora, até á data, Angola e Moçambique.
Convém contudo não esquecer que a língua portuguesa, representa 4,6% do PIB mundial. Percebendo as vantagens que decorrem deste e outros factos, a Guiné Equatorial (que fala françês) e Macau, estão em processo de adesão.

Mas o crescimento económico de 14% desde 2006 a 2011, apresentado por Angola, revela bem a importância estratatégica deste país lusófono africano, que se apresenta, assim, candidato a liderar toda a África austral.
Mas não ficamos por aqui. Durante o mesmo período, Moçambique cresceu 24,2% ao ano e a Guiné Bissau, 18,9% segundo estudos da Espírito Santo Research.
Entretanto, sustentadamente, o Brasil tem evoluído 18,1% ao ano, o que mostra bem a pujança destes novos países de expressão portuguesa.

E é por estas razões e muitas outras que o Acordo Ortográfico tem de ser ratificado por todos, salvaguardando uma forma gramatical e ortográfica igual, de forma a que o português possa ter diversos sotaques, mas que, na escrita, deva ser igual para todos.

“A minha pátria é a língua portuguesa”, escrevia o heterónimo de Fernando Pessoa, Bernardo Soares, no “Livro do Desassossego”. Esta citação, encerra em si mesma a grandiosidade da língua portuguesa e a enorme importância económica que já possuem os PALOP, na economia mundial. Não se trata de ser português ou angolano. Trata-se da relevância estratégica da nossa língua.

É por isso que o bom senso e a tolerância, terão sempre de prevalacer na ratificação deste tratado, de importância vital, no futuro, para todos os países lusófonos.

O novo acordo ortográfico da lusofonia

Todos ouvimos falar frequentemente, que a língua portuguesa é um património universal de valor incalculável. Cerca de duzentos e trinta milhões de pessoas espalhadas pelos quatro cantos do mundo, falam o "seu" português. O Brasil, pelo seu poder em maior número de habitantes e não só, tem uma importante palavra a dizer, mas não pode, nem deve, condicionar aos seus interesses as alterações ortográficas e gramaticais, sob pena de se criar um português falado da mesma maneira, com diversas nuances na Europa, na África ou na América.

 Estabelecer consensos é uma tarefa difícil, mas não podem ser preteridos ou menos ouvidos (permita-se o termo), países como Angola e Moçambique, saídos há muito menos tempo da influência directa dos portugueses e com problemas internos importantes a resolver, antes de se preocuparem verdadeiramente com a importância do acordo ortográfico.

Nada custa admitir, porque é verdade, que o verdadeiro motor do português a nível internacional é o Brasil. Um país jovem, pujante e que em breve será uma das grandes potências mundiais. E quem não gosta da pronúncia brasileira? Da sua doçura e da forma directa e objectiva como o português é utilizado?

A verdade porém, é que Angola e Moçambique ainda não ratificaram o acordo. E é muito importante encontrar formas de consenso, para o bem da língua que todos falamos.
Penso que nunca será possível falarmos da mesma forma. Basta visitar qualquer um destes países, para verificar esta realidade. Mas é muito importante encontrar formas de escrever que sejam iguais, para nos unir ainda mais e nos tornar mais fortes.

Se possível fosse, lançaria um apelo sincero aos negociadores brasileiros, no sentido da compreensão e da tolerância. Quanto aos negociadores portugueses, ficam ditas as mesmas palavras. Não será fácil, mas é seguramente possível encontrar instrumentos de acordo, que vão ao encontro de todos os envolvidos no processo. O grande beneficiado com tudo isto, será o português. O português universal e não o português PT, BR, ANG ou MOÇ., para não falar nos outros países lusófonos.