Bandeiras dos Palop

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Angola, 40 anos de independência

Quarenta anos depois de tanto sofrimento, Angola é dona do seu destino.

Milhares de mortos de ambos os lados, famílias destruídas, estropiados, de um e do outro lado da guerra. Angola, que foi a menina dos olhos dos portugueses, procura agora o progresso e o desenvolvimento e tem todas as condições para isso. Quarenta anos depois, angolanos e portugueses pensam que tudo o que aconteceu se podia ter evitado. As voltas e reviravoltas da história, que provam assim que, neste mundo, nada é estático e permanente.

Nesta terra abençoada, que todos os angolanos possam encontrar a paz e a fraternidade. Bem a merecem.
Um vídeo sobre os 40 anos da independência, para comemorar.

Angola, 40 anos depois da independência

Há quem diga que os angolanos nunca ganharam a guerra e que a independência lhes foi oferecida pelos portugueses, depois da Revolução de Abril de 1974.
Há quem diga que determinadas zonas de Angola, mais no interior, mais junto ás fronteiras, eram dificilmente controladas pelas tropas portuguesas.

Pessoalmente, penso que o 25 de Abril, foi o culminar de uma situação existente no interior do exército português, dividido, com sequelas internas

Mocidade Portuguesa - Amores e desamores

Bandeira da Mocidade Portuguesa
A Mocidade Portuguesa, foi uma organização do Estado Novo Português, instituída em 1936 por Carneiro Pacheco e que tinha por fim educar cívica, moral e intelectualmente, a juventude portuguesa da época. Tinha carácter nacional, compreendendo as então Províncias Ultramarinas e destinava-se aos jovens em idade escolar, de ambos os sexos.

Esta instituição, juntamente com a chamada Legião Portuguesa, duraram cerca de 38 anos, até à Revolução do 25 de Abril de 1974, que instituiu um regime democrático, que acabou com a organização.

Por instruções dadas pelo próprio Chefe do

Manuel José Lebrão. O acervo da sua obra profissional e da sua obra filantrópica


     
Estátua na Av. Manuel José Lebrão
Para aqueles que de alguma forma ouviram falar de Manuel José Lebrão e da por si fundada Confeitaria Colombo no Rio de Janeiro, importa dizer que este homem, não foi apenas um mero produtor de marmelos de Teresópolis.
 Ele foi muito mais que isso e deve ser realçado, a meu ver, o seu trajecto tanto de profissional avisado e competente, como de benemérito, quer no Brasil, quer em Portugal.

A foto ao lado, mostra a estátua que lhe foi erigida em Vila Nova de Cerveira, Portugal, mesmo em frente ao

Confeitaria Colombo do Rio. A história do seu fundador.

Manuel José Lebrão
Manoel José Lebrão, nasceu na freguesia de Sopo, no concelho de Vila Nova de Cerveira, Portugal e emigrou para o Brasil, tinha cerca de 13 anos de idade.
Escolhendo o Rio de Janeiro para início de vida, começou como aprendiz de confeitaria, onde esteve durante dez anos. Posteriormente, tentou outros negócios, mas as coisas não corriam bem.

Mais tarde, conheceu aquele que viria a ser o seu sócio capitalista, Joaquim Borges de Meirelles e, juntos, decidiram abrir a Confeitaria Colombo, em 1894 e tudo correu ás mil maravilhas porque, os fieis frequentadores da então muito conhecida Confeitaria Pascoal, na Rua do Ouvidor, se haviam zangado com o patrão e passaram para a Colombo, onde Lebrão os atendia com toda a cortesia.

 Depois, entre 1912 e 1918, foram feitas grandes obras de remodelação e, em 1922, procedeu-se à sua ampliação com a construção de um segundo andar, com um salão de chá. Paralelamente, eram importados os melhores produtos alimentares da Europa. Lebrão, queria uma verdadeira confeitaria à francesa.

Confeitaria Colombo, uma beleza do Brasil


De férias com a família no Rio de Janeiro, há uns tempos atrás, fui convidado por dois amigos brasileiros, para ir lanchar à Confeitaria Colombo, na baixa. Mal imaginava, o que iria encontrar pela frente.

Portugal conservador ou desencantado com os políticos?

Foi no passado dia 4 de Outubro, domingo, que se realizaram as legislativas em Portugal. Com grande civismo, disciplina e tranquilidade, os portugueses que votaram, expressaram a sua vontade. E refiro os portugueses que votaram, porque a abstenção atingiu números nunca antes atingidos: 43,7%. 
Inscritos, estavam 9.439.651, tendo votado 5.374.363. Fazendo as contas, 4.065.228

A Bola de Neve que inunda a Europa



O Mundo está diferente e para pior, infelizmente para toda a civilização!

Apesar dos avanços fantásticos em todas as áreas da vida humana, quase fica a sensação de que, quanto mais cultos, mais selvagens nos tornamos.
Segundo dados das Nações Unidas, existiam cerca de 45 milhões de refugiados em 2012, sendo que, destes, 45% são crianças inocentes, carecidas e esfomeadas!

Grécia e União Europeia. Onde está o rastilho?


Nunca se viu, desde a criação da União Europeia, uma crise com as dimensões da actual, que colocam a Grécia, mas também a própria UE, no fio da navalha.

À primeira vista tudo indica que, como bom devedor, a Grécia, deveria assumir os seus compromissos, pagando aquilo que deve aos seus credores. A profundidade do problema contudo, não fica apenas por aqui.
Conforme vem sendo costume em muitos países, importa salvaguardar os interesses dos bancos, concedendo empréstimos de consolidação que depois são pagos através do lançamento de impostos e cortes diversos, nas regalias e direitos de quem trabalha. Resumindo, empresta-se aos bancos e depois quem tem que pagar os juros mais o próprio, são os contribuintes, que nada têm a ver com os bancos. Curiosamente, muitos governos aderem a este tipo de capitalismo desenfreado, esquecendo completamente o seu próprio povo, retirando-lhes direitos e carregando-os de impostos que, na verdade, não devem pagar.

Portugal, Salazar e a Segunda Guerra Mundial - 3


Espionagem e hoteis de luxo


Lisboa
Pelas razões apontadas anteriormente, Portugal tinha-se transformado numa placa giratória de extrema importância para a fuga de refugiados de todas as condições, incluindo o arménio Calouste Gulbenkian que permaneceu no país e deixou um legado valiosíssimo, mas também um autêntico viveiro de luxo de serviços secretos de todo o mundo.
Com a sua política meticulosamente trabalhada, Salazar e o seu governo, não interferiam muito nas actividades clandestinas quer de ingleses, quer de alemães. Para este estadista português, era preferível acompanhar de perto os desenvolvimentos da guerra e ir assumindo posições de acordo com os resultados da mesma, ou seja, inclinar para o lado alemão enquanto a Alemanha ganhava, inclinar para o lado inglês, quando os Aliados ganhavam. Entretanto a PVDE, precursora da PIDE, ia acompanhando os desenvolvimentos, nomeadamente entradas clandestinas nas fronteiras de mar e terra.



Hotel Monte Estoril
Ao longo de todo o período da guerra, foram passando por Lisboa milionários, actores, escritores, reis e rainhas de todos os cantos da Europa. Frank Sinatra, Ava Gardner, Maria Callas, o Rei Humberto de Itália entre outros, conviveram com espiões de diversas origens, nas sumptuosas salas de estar e bares dos melhores e mais requintados hoteis e casinos de Lisboa, Cascais e Estoril, provavelmente sem se aperceberem que, muitas vezes, o motivo das conversas nada tinha a ver com o que se estava a dizer...conversas de espiões, que liam nas entrelinhas.

Navio Gil Eanes
Mas porque histórias de serviços secretos, não têem fim, sempre recordarei que a espionagem alemã, terá andado nos lugres da pesca do bacalhau juntamente com pescadores portugueses que trabalhavam no então navio bacalhoeiro Gil Eanes, hoje transformado em museu, na cidade de Viana do Castelo. Se quiser saber mais..., vale a pena.